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Terceira Missão de Avaliação do Programa de Apoio à Transição, Discurso de Abertura de S.E. o Senhor Primeiro-Ministro, Dr. Marí Bim Amude Alkatiri

Excelências,
Representantes dos Parceiros de Desenvolvimento,
Caros colegas membros do Governo,
Membros da Terceira Missão de Avaliação do Programa de Apoio à Transição
Senhoras e Senhores

É com grande prazer que vos dou as boas-vindas à sessão de lançamento da Terceira Missão de Avaliação do Programa de Apoio à Transição.

Nesta curta estadia em Timor-Leste (até 15 de Dezembro) a Missão tem em vista alcançar os seguintes objectivos:

  • Avaliação dos progressos na implementação do PAT, tanto em termos de conclusão de acções conforme programado como no que se refere aos resultados conseguidos;
  • Identificação de quaisquer acções que tenham sido ou que possam vir a ser atrasadas, bem como a causa desses atrasos e prestação de assistência ao Governo na sua recalendarização e repriorização;
  • Avaliação dos progressos na prestação de assistência técnica em apoio ao PAT, determinar se as contribuições de assistência técnica são adequadas às necessidades do Governo e propor ajustes caso sejam necessários;
  • Identificação de questões emergentes em cada uma das áreas temáticas cobertas pelo PAT, em particular nos casos em que possam afectar materialmente a implementação do programa e o atingir dos objectivos do programa; e
  • Assistência ao Governo na actualização e revisão do programa do Ano Fiscal de 2005 por forma a reflectir os progressos até à data, a prestação calendarizada de assistência técnica e as prioridades em mutação.

Gostaria de começar por agradecer antecipadamente à Missão pelos esforços que irá empreender neste exercício durante as próximas semanas. Asseguro desde já que a Missão terá toda a cooperação por parte dos meus colegas nos Ministérios de modo a contribuir para o sucesso da Missão.

O PAT formou uma parte vital do nosso Orçamento do FCTL nos últimos dois anos e meio. Desempenhou um papel importante em termos de ajuda para a implementação eficiente dos nossos programas prioritários. O PAT não só forneceu o financiamento necessário para superar a lacuna de recursos no Orçamento do FCTL, como também contribuiu em grande medida para reforçar os sistemas internos de gestão de desempenho do Governo. O PAT traz consigo um diálogo político através do qual podemos beneficiar de lições aprendidas por todo o mundo. Permite-nos igualmente fortalecer a responsabilidade do nosso Governo por via de uma monitorização colaborativa.

A disciplina que isto veio dar ao Governo é algo que aprendemos a apreciar. O Governo reconhece o seu valor para motivar e melhorar a gestão do nosso desempenho.

O meu governo está desejoso de continuar esta colaboração durante e depois do PAT III.

A recente melhoria na nossa posição de receitas devido aos preços do petróleo mais elevados fecha a lacuna fiscal no FCTL. Isto coloca-nos num dilema. Gostaria que pensássemos em conjunto, de forma criativa, sobre como usar o PAT como mecanismo para colocar a estrutura das finanças públicas de Timor-Leste no futuro. Em última instância, o Governo precisa de passar para uma estrutura em que todos os serviços básicos e correntes do Governo sejam prestados através do seu fundo consolidado. O FCTL pode já não ter um défice fiscal prospectivo. Todavia, partes dos projectos propostos nos Programas de Investimento Sectorial (PIS) destinam-se na verdade ao financiamento de actividades que são serviços básicos e correntes do Governo. Poderá ser mais apropriado mover e financiar estes projectos dentro dos limites do FCTL. Será necessário apoio orçamental para preencher a lacuna fiscal que isto cria. Esta pode ser a base de um novo PAT.

Gostaríamos de propor o início de consultas com os Parceiros de Desenvolvimento para que encontremos um caminho a seguir em relação ao PAT futuro que beneficie a todos.

O Governo considera o PAT e o PIS dois mecanismos importantes e complementares para o financiamento externo. Enquanto que o PAT nos ajuda com a nossa obrigação de assegurar os serviços básicos ao povo timorense, o PIS oferece um mecanismo para dar resposta às necessidades de desenvolvimento do país. O PIS define um programa de investimento a médio prazo para cada sector por forma a rejuvenescer a nossa economia e a colocá-la no caminho rumo ao crescimento sustentável. Vários de vós que estão hoje aqui presentes têm vindo a assistir-nos activamente com o exercício de PIS, e aproveito esta oportunidade para vos agradecer por esse apoio.

Apraz-me informar-vos que fizemos progressos importantes no PIS. O Conselho de Ministros aprovou recentemente o PIS. Estamos a trabalhar em prol do estabelecimento de um grupo de trabalho para cada sector, os quais irão servir como o principal fórum de diálogo com os Parceiros de Desenvolvimento e permitirão uma mobilização de recursos bem coordenadas para os respectivos sectores. O primeiro Grupo de Trabalho, o do sector agrícola, já foi lançado, devendo seguir-se o resto dos sectores de forma gradual, até ao final deste ano fiscal.

A Missão preparou um documento de questões sobre o PIS. O Governo espera vir a ter discussões construtivas sobre o documento e poder considerar, juntamente convosco, formas de fortalecer ainda mais o PIS e de o tornar um processo tão eficaz quanto possível.

Desejo à Missão uma estadia agradável e produtiva no nosso país. Ficamos à espera das suas conclusões e de mantermos discussões frutíferas sobre as acções de seguimento na próxima semana.

Obrigado.

 

 

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