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Relatório sobre o Desenvolvimento Humano de Timor-Leste, 9 de Março

O primeiro-ministro, Mari Alkatiri, participou nesta quinta-feira, 9 de Março, na cerimónia de lançamento do Relatório sobre o Desenvolvimento Humano de Timor-Leste, da responsabilidade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Em termos mundiais, Timor-Leste aparece agora na posição 140 do mundo, à frente de países com mais anos de independência como Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique.

O relatório, o segundo efectuado pelo PNUD em Timor-Leste, mostra que o país está a alcançar fortes progressos em termos de desenvolvimento social e político, em direcção aos objectivos de desenvolvimento do milénio.

Este documento teve em consideração os dados do Censo populacional e habitacional de Timor-Leste de 2004, dando por isso um quadro mais claro do estado do desenvolvimento do país. Registe-se que os dados deste relatório dizem respeito a 2004.

Em relação ao anterior relatório sobre desenvolvimento humano do PNUD sobre Timor-Leste, de 2002, destaque-se a redução da taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos, de 144 para 136, por cada mil (sendo que em 2005 registou-se já uma redução drástica dos dados da mortalidade infantil); a diminuição da probabilidade dos timorenses não atingirem os 40 anos de idade, de 32,2 por cento para 27,3 por cento do total da população, e a probabilidade de não ultrapassarem os 60 anos de idade passou de 76,6 por cento para 67,6 por cento do total da população; o aumento da taxa de literacia total de 43 por cento para 50,1 por cento; o crescimento da percentagem de frequência escolar total de 56,1 por cento para 66 por cento; e a diminuição do trabalho infantil de 10 por cento para seis por cento do total das crianças.

Para o primeiro-ministro, "o relatório faz um retrato bastante fiel da situação social de Timor-Leste, mas não foi capaz de descortinar as causas profundas que determinam este estado de coisas: a elevada taxa de natalidade e o êxodo rural".

Segundo o chefe do Executivo, o documento do PNUD enaltece o caminho já percorrido: "O relatório demonstra que estamos no bom caminho: o índice de mortalidade manterno-infantil, ainda que continue a ser muito elevado, foi reduzido para metade, a taxa de iliteracia diminuiu e o índice de produtividade agrícola aumentou. São dados que não se podem negar."

Tendo em conta os dados do relatório, é preciso, diz o primeiro-ministro, que o Estado continue a ser uma força motriz da economia. "Para se reduzir a pobreza, temos de ter um crescimento económico de sete por cento ao ano, o que significa mais investimento público nas infra-estruturas, saúde, educação e agricultura e particularmente mais investimento privado que possibilite a criação de postos de trabalho", considera Mari Alkatiri.

De acordo com o PNUD, em termos de desenvolvimento humano, Timor-Leste deu um salto do lugar 158 do mundo, em 2001, para a posição 140, em 2005. Em termos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ocupa a quinta posição, atrás de Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, e à frente de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

 

 

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