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Comunicado do Ministro Ramos-Horta, 8 de Junho
Em virtude de alguma contínua deturpação
veículada em certa imprensa sobre o papel e missão
da GNR em Timor-Leste, o Ministro dos Negócios Estrangeiros
e Cooperação e Ministro da Defesa, Dr José
Ramos-Horta, disse:
"Nunca esteve em causa o acordo celebrado entre Timor-Leste
e Portugal ou entre Timor-Leste e Austrália e Nova Zelândia.
Timor-Leste ainda não tem qualquer
acordo formal com a Malásia mas as autoridades Malasianas
e o Comandante do contingente daquele país decidiram de
imediato aceitar a cooperação no plano operacional
com as outras duas forças, Australiana e Neo Zelandesa.
"Em momento algum as partes Australiana, Neo Zelandesa ou
Malasiana questionaram a autonomia operacional de cada força.
Desde o início que o Brigadeiro-General Mick Slater, comandante
das forças Australianas, afirmou que cada uma das forças
convidadas pelo governo de Timor-Leste para ajudar a restabelecer
ordem e segurança internas mantêm e manterão
sempre a sua autonomia operacional.
"O que foi acordado hoje numa reunião presidida por
mim e com a presença dos Embaixadores e Comandantes das
quatro forças incluindo GNR, foi:
1. o objectivo a longo prazo (e aqui a longo prazo significa
dias ou semanas) é que a GNR opera como uma força
de intervenção táctica em toda a cidade de
Díli;
2. de imediato, respondendo a um apelo feito pelo Presidente da
República e Governo Timorenses, a GNR operará numa
zona exclusiva de operações que cobre a zona da
ponte e ribeira de Comoro;
3. Para maximizar a capacidade de intervenção de
cada uma das quatro forças e evitarem-se incidentes, haverá
de imediato um processo de conhecimento mútuo no plano
táctico-operacional entre as quarto forças.
"Agradeço a todos os envolvidos nestas discussões
- Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal
- a sua solidariedade e determinação em assegurar
ordem e segurança para o povo Timorense acima de tudo o
mais."
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