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Timor-Leste pede apoio internacional, 24 de Maio de 2006

Tendo em conta a situação de violência que se tem vivido nesta quarta-feira, 24 de Maio, em Díli, que se traduziu em confrontos entre elementos das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e militares amotinados, o Governo de Timor-Leste, com o apoio do Presidente da República, Xanana Gusmão, e do presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres "Lu'Olo", requereu aos governos da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal o envio urgente de forças militares e policiais, de forma a repor-se o mais rapidamente possível a ordem pública, o respeito pela lei, a normalidade e a estabilidade, tão necessárias ao desenvolvimento do país.

O pedido de ajuda internacional justifica-se face ao clima de medo que os militares amotinados estão a conseguir criar na população e à evidente dificuldade revelada pelas F-FDTL e pela Polícia Nacional de Timor-Leste de porem cobro por elas próprias a situação que se tem vivido na capital nos últimos dois dias, aliada à grande vontade de evitar derramamento de sangue.

O auxílio internacional foi requerido através de cartas enviadas aos chefes de Governo daqueles quatro países, assinadas pelo Presidente da República, o presidente do Parlamento Nacional e o primeiro-ministro.

À Austrália e à Nova Zelândia, o Governo pediu o envio de militares para trabalharem com as F-FDTL. Aos governos da Malásia e de Portugal foi requerido que enviem para Timor-Leste forças especiais de polícia para auxiliarem e formarem a PNTL. No caso de Portugal trata-se de uma repetição do pedido efectuado recentemente junto do primeiro-ministro português, para o envio de uma companhia da GNR, cuja missão seria dar formação à Unidade de Intervenção Rápida da PNTL, permanecendo no país até à realização das eleições do próximo ano.

O pedido aos quatro governos foi feito a título bilateral, sem prejuízo de, em breve, Timor-Leste requerer as Nações Unidas um suporte multilateral desta acção. Tal deveu-se à necessidade de acelerar a eficácia da resposta.

O Governo aguarda com serenidade a resposta dos nossos amigos, na certeza de que estes não virarão as costas ao povo de Timor-Leste.

Numa reunião, esta manhã, com o Presidente da República e o presidente do Parlamento Nacional, o chefe de Governo fez o ponto da situação sobre os confrontos em Díli, reiterando a necessidade de se utilizar as F-FDTL para controlar a situação, tendo esta posição merecido o apoio do Chefe de Estado e do presidente do Parlamento Nacional.

 

 

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