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Primeiro-ministro reúne-se com homólogo japonês, 24 de Março de 2006

No âmbito da visita ao Japão que decorre até ao dia 25, o primeiro-ministro, Mari Alkatiri, encontrou-se esta quinta-feira, 23, com o seu homólogo Junichiro Koizumi. Na reunião, que decorreu na residência oficial do chefe de Governo japonês e teve a duração de meia hora, Koizumi garantiu que o seu país vai continuar a apoiar Timor-Leste.

Os dois governantes analisaram, entre outros assuntos, o futuro apoio das Nações Unidas ao processo eleitoral timorense do próximo ano, o balanço da cooperação japonesa em Timor-Leste e a exploração petrolífera e de gás no Mar de Timor. No encontro, acompanharam o chefe do Executivo o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Ramos-Horta, e o secretário de Estado para a Coordenação Ambiental, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Físico, João Alves.

Antes, o primeiro-ministro reuniu-se, no Parlamento japonês, com um grupo de deputados criado há mais de 20 anos para apoiar a resistência timorense. Eda Satsuki, líder parlamentar do Partido Democrático e membro daquele grupo, afirmou que é seu desejo manterem o apoio a Timor-Leste. Numa das questões em que pensam intervir diz respeito à determinação de uma compensação às vítimas timorenses da ocupação japonesa de Timor-Leste na II Guerra Mundial.

Além de se ter encontrado com representantes de duas empresas japonesas, Itochu (do sector dos serviços) e Inpex (do sector petrolífero), o primeiro-ministro participou num jantar oferecido pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Yasuhisa Shiozaki, e recebeu os embaixadores em Tóquio dos países de língua oficial portuguesa (Portugal, Brasil, Angola e Moçambique).

Na véspera, no primeiro dia da visita, o chefe de Governo reuniu-se com representantes da Osaka Gas, empresa petrolífera que integra um consórcio na Área Conjunta de Desenvolvimento Petrolífero do Mar de Timor. O presidente da companhia sublinhou o desejo de ver o gasoduto instalado até Darwin, na Austrália. Mas o primeiro-ministro rejeitou tal intenção, alegando que as razões anteriormente invocadas contra a construção do gasoduto até Timor-Leste não são válidas, pois já se provou que o gasoduto para a costa sul timorense é viável comercial e tecnicamente, sendo que a distância para Timor-Leste é mais reduzida.

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro é recebido em audiência pelo imperador Akihito e participa numa seminário sobre a consolidação da paz em Timor-Leste e no Japão, na Universidade Tokushoku.

 

 

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