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Profissionais de saúde estão a fazer face à
crise social em Timor-Leste, 22 de Junho de 2006
Centros Comunitários e Postos Locais de Saúde têm-se
mantido operacionais desde 29 de Abril, quando apareceram os primeiros
deslocados em Díli, até à presente data em
que mais de 148 mil pessoas são assistidas pelos profissionais
do Ministério da Saúde. Em Díli, contabilizam-se
cerca de 69 mil deslocados nos 57 campos, tendo os Serviços
Distritais de Saúde providenciado numa fase inicial postos
móveis de saúde e, mais tarde, em 19 centros de
deslocados, terem instalado postos médicos com médicos
e enfermeiros, 24 horas por dia.
O Ministério da Saúde mantém os seus funcionários
a trabalhar, mesmo que alguns pernoitem também nos campos
de deslocados, por ameaças às suas casas.
Desde 17 de Junho, e uma vez que o número de deslocados
nos campos tem vindo a diminuir, o Ministério da Saúde
reduziu para dois os postos médicos operacionais 24 horas
(nos dois maiores campos) garantindo a assistência nos outros
campos com postos móveis.
O sector da saúde em Timor-Leste é um dos casos
exemplares de sucesso, já que permitiu o acesso aos serviços
básicos de saúde em todo o país, mesmo em
áreas mais remotas, estando a ser melhorado a qualidade
e serviços prestados. No sector público da saúde,
os cuidados neonatais, de enfermaria, clinica geral, fármacos
e programas de educação para a saúde são
prestados a título gratuito, permitindo que todos tenham
acesso a cuidados de saúde básicos.
Rui Maria Araújo, médico timorense formado em Bali
e que mais tarde prestou serviço no Hospital Nacional de
Díli como médico assistente de cirurgia, chefiou
o Departamento de Saúde na vigência da Administração
da Nações Unidas, até 20 de Maio de 2002,
quando assumiu, como Ministro, a pasta da Saúde, no primeiro
Governo pós-independência. Rui Araújo refere
que o sucesso está em despender, de forma eficiente, o
orçamento disponível, acrescentando que "A
questão não está nas verbas, mas sim em boas
políticas de saúde e bons métodos para a
sua implementação para que se atinjam os objectivos".
O primeiro documento para a Política Nacional de Saúde,
desenvolvido no período da UNTAET, estava concentrado em
cuidados de saúde primários para cura das enfermidades
mais comuns, prevenção à doença e
educação para a saúde às comunidades.
"Fizemos chegar os nossos serviços através
de programas focalizados na saúde materno-infantil, tuberculose,
malária e SIDA. Os pontos de contacto fazem-se através
dos Centros Comunitários de Saúde ou através
dos Postos de Saúde em centros populacionais mais isolados
e, portanto, mais distantes dos Centros Comunitários de
Saúde", explicou o Ministro da Saúde.
Cada um dos 65 Centros Comunitários de Saúde tem
6 a 10 enfermeiros e parteiras e 1 a 2 médicos de clínica
geral. Os 175 Postos de Saúde têm um enfermeiro ou
uma parteira
O Ministério da Saúde e as suas 13 Equipas de Gestão
Distrital são completamente gerido por timorenses e emprega
cerca de 1700 funcionários. No entanto, o número
de médicos timorenses ascende a, somente, 55 profissionais,
aos quais acrescem os 220 médicos e 30 técnicos
de saúde cubanos, que exercem em Timor-Leste ao abrigo
de um programa de assistência do Governo de Cuba. Alguns
destes médicos cubanos são também professores
na Faculdade de Medicina. A formação de médicos,
enfermeiros e técnicos de saúde é uma prioridade
para que a disponibilidade e qualidade dos serviços de
saúde progrida. O Diploma de Enfermagem, com duração
de um ano de formação, pode ser obtido, sem custos,
desde que o formando se comprometa a cumprir com um contracto
de trabalho de 3 anos num Posto de Saúde.
O Ministro da Saúde esta confiante que com "o aumento
do orçamento para o próximo ano fiscal, venha a
permitir a melhoria das instalações, equipamento
e comunicações nos Centros Comunitários e
Postos de Saúde, aumentando a retenção dos
profissionais de Saúde na esfera do Ministério e
na melhoria dos serviços prestados".
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