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"Não abandonaremos o Povo. Nós estamos
aqui" - Governo coordena a ajuda de emergência, 20
de Junho de 2006
Há já 51 dias que equipas do Ministério
do Trabalho e Reinserção Comunitária (MTRC)
têm vindo a responder aos receios das populações
abrigando-as em áreas seguras em Díli e noutros
Distritos. Estas equipas têm providenciado as necessidades
básicas às populações deslocadas,
mostrando-lhes que não estão entregues ao abandono.
Actualmente, cerca de 148 mil pessoas estão abrangidas
pelas acções ajuda de emergência coordenadas
pelo Ministério do Trabalho e Reinserção
Comunitária.
"Os nossos funcionários, quer venham do Leste quer
venham de Oeste, têm, continuadamente, vindo a trabalhar
com o único intuito de servir o povo", afirmou Arsénio
Bano, Ministro do Trabalho e Reinserção Comunitária.
Tendo acrescentado que "Apesar dos tiroteios, sempre tivemos
cerca de 90% dos funcionários deste Ministério a
trabalhar, mesmo sabendo que alguns de nós também
teríamos que ficar nos campos de deslocados".
A 17 de Junho, estavam contabilizados 57 campos de deslocados
em Díli, apoiando cerca de 69 mil pessoas e cerca de 78
mil pessoas deslocadas em campos, ou que viajaram para junto das
suas famílias, nos Distritos e Sub-Distritos.
Depois do primeiro impacto junto das populações
da crise política, a 28 de Abril, alguma comunidade internacional
referia-se a Timor-Leste como um "Estado falhado", sem
capacidade de responder organizadamente. No entanto, o MTRC rapidamente
demonstrou a sua capacidade de coordenar com as Agências
das Nações Unidas e Organizações Não
Governamentais de forma a assegurar alimentação,
água, saneamento, abrigos e cuidados de saúde aos
diferentes campos de deslocados. O MTRC tem recebido a colaboração
dos Ministérios da Saúde, Obras Públicas,
Comunicações, Agricultura, Finanças, Administração
Estatal e dos Recursos Minerais, Naturais e Política Energética,
no que concerne a água e electricidade.
"É muito importante, ao nível humano, que
possamos ajudar todas as pessoas que necessitam de assistência.
De outra forma o conflito político poderia escalar"
afirmou o Ministro Arsénio Bano, que acrescentou que "Com
a ajuda de emergência das Nações Unidas, de
16 milhões de dólares norte-americanos, é
agora necessário que os programas de assistências
são bem implementados e de forma transparente, pondo em
prática as lições aprendidas durante o período
da UNTAET".
O Grupo de Coordenação Inter-Agências de
Assistência Humanitária a trabalhar desde 1 de Maio,
tem dois mecanismos básicos: Reuniões de Coordenação
Geral, que reúne 3 vezes por semana, e um Grupo de Trabalho
de Coordenação Sectorial que actua em sete áreas:
água e saneamento, saúde, alimentação,
abrigos, equipas distritais, grupos de protecção.
Equipas de informação e avaliação,
em todas as Agências e ONG, asseguram informação
credível na alteração das condições
dos deslocados, permitindo um eficaz planeamento e distribuição
de bens. Existe ainda um programa de rádio e uma conferência
de imprensa em dias alternados.
Os centros de deslocados são organizados por freiras e
padres. A UNFPA e as ONGs - Concern, Care, Cruz Vermelha de Timor-Leste,
HAI, Cruz Vermelha Internacional, Plan, Christian Relief Service,
Caritas Austrália e a Austcare - identificaram um ponto
focal nos diferentes campos de deslocados. Estas Agências
e ONGs fazem de elo de ligação entre o Grupo de
Coordenação e os deslocados.
O Ministério do Trabalho e Reinserção Comunitária
distribuiu arroz e o Programa Mundial Alimentar outros bens alimentares
a todos os campos de deslocados, à população
em necessidade, que se manteve nas suas casas, e a instituições
governamentais. O Governo de Timor-Leste despendeu ainda 1 milhão
de dólares norte-americanos na compra de 5000 toneladas
de arroz, das quais o Governo da Nova Zelândia ofereceu
1000 toneladas. A distribuição tem sido feita por
barco para Ataúro e Oecussi, e por camião para os
Distritos.
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