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Comandante Railos está disponível para entregar
as armas, 20 de Junho de 2006
No decorrer da entrevista, o primeiro-ministro afirmou que o
Comandante Railos lhe telefonou hoje de manhã, dizendo
que estaria pronto a entregar as armas ao Presidente da República,
Xanana Gusmão. "Disse-lhe que entregasse as armas
à polícia ou às forças australianas
e que não se deixasse usar por aqueles que querem destruir
a FRETILIN" relatou o primeiro-ministro. Mari Alkatiri disse
ainda ter atendido o telefonema do Comandante Railos por ele ser
membro da FRETILIN e por muito do que se passa na actual situação,
em Timor-Leste, resultar de falta de comunicação.
O primeiro-ministro lembrou ainda que por duas ou três
vezes se encontrou com o Comandante Vicente Railos, por ocasião
do Congresso da FRETILIN, mas que nunca lhe ordenou que formasse
um grupo armado e que foi, o próprio primeiro-ministro,
quem solicitou uma investigação internacional independente
para verificação de todas as alegações
e recentes incidentes. Tendo acrescentado que, a polícia
interrogou os delegados de Maliana ao Congresso da FRETILIN, sobre
alegações de terem recebido armas, e nada foi provado.
O primeiro-ministro contextualizou as alegações
do Comandante Railos nas sucessivas campanhas de denegrirem o
seu nome para o forçarem a demitir-se e, consequentemente,
levarem à queda do Executivo. Relembrou as acusações
de que teria recebido um suborno da ConnocoPhilips, mas que nunca
foi provado em Tribunal; de em 2005 ter iniciado uma campanha
contra Igreja Católica; e, mais recentemente, de estar
na génese da questão dos chamados "peticionários".
Concluindo, o primeiro-ministro argumentou que "Estes grupos
exigem a minha demissão mesmo antes da intervenção
das F-FDTL, depois dos acontecimentos de 28 de Abril. Esquecem-se
de mencionar o ataque do Major Reinado a elementos das F-FDTL
e à casa do Brigadeiro-General Taur Matan Ruak a 23 de
Maio, e o ataque, no dia seguinte, ao quartel das F-FDTL. Só
mencionam o que possa denegrir a imagem do primeiro-ministro."
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