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Reunião de Timor-Leste com os Parceiros de Desenvolvimento, Comentários do Primeiro-Ministro, Dr. Mari Alkatiri, na Sessão de Abertura, 18 de Maio de 2004

Sua Excelência, Presidente da República, Kay Rala Xanana Gusmão
Sua Excelência, Presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres (Lu'Olo)
Sua Excelência Representante Especial do Secretário Geral da ONU, Sr. Embaixador Kamalesh Sharma
Suas Excelências Senhores Embaixadores e Chefes de Missões Diplomáticas
Ex.mo Senhor Vice-Presidente do Banco Mundial, Sr. Jamil Kassum
Ex.mos Representantes dos parceiros de desenvolvimento
Senhoras e Senhores

Bem-vindos de novo a Timor-Leste e a esta reunião organizada para coincidir com o segundo aniversário da Restauração da República Democrática de Timor-Leste e o fim de mais uma Missão bem sucedida das Nações Unidas no nosso país.

É sempre um prazer ter-vos connosco a participar na Reunião de Timor-Leste com os Parceiros de Desenvolvimento aqui neste primeiro Estado independente do século XXI. Saúdo com amizade todos vós, mas permitam-me saudar, em particular, a Delegação de Kuwait, que participa pela primeira vez neste fórum, trazendo consigo a vontade e a generosidade de um pequeno e próspero país do Médio Oriente em estender solidariedade, assistência e abertura para cooperação mutuamente vantajosa com Timor-Leste.

A nossa primeira reunião aqui em Díli com os parceiros de desenvolvimento teve lugar há cerca de dois anos, aquando da iminente transferência do exercício dos poderes de soberania e de governação da UNTAET para o Governo eleito democraticamente. Em Maio de 2002 herdámos uma estrutura embrionária de administração de Estado, com um número substancial de timorenses recrutados para a função pública sem o nível de competência necessária para assumir imediatamente as responsabilidades de administração. Mais ainda, herdámos uma Administração criada com a assistência de pessoas de diferentes experiências, origens e culturas institucionais. Muitas destas pessoas conheceram-se pela primeira vez em Timor-Leste e tomaram contacto com este país também pela primeira vez, desconhecendo a sua história, o seu povo, os seus desafios. Dentre aqueles que para aqui vieram, todos, senão a esmagadora maioria, nunca antes enfrentaram um desafio idêntico que é o de lançar as bases da administração de um Estado Independente e democrático.

Por isso, não obstante os esforços desenvolvidos, as estruturas criadas carregavam consigo lacunas enormes, assente na filosofia de administração de instituições multilaterais, traduzida no excesso de departamentalismo nos métodos e metodologias de execução, isenção de fluidez orgânico nas comunicações e relações interdepartamentais, e, agravado ainda, com um vazio de memória e de vida e cultura institucionais próprias de um Estado-Nação.

Em boa verdade, reconhecemos que a UNTAET fez o que estava ao seu alcance e dentro do seu mandato, assente nos princípios condutores de uma Missão das Nações Unidas. Em dois anos e meio conseguiu repor a paz e a estabilidade no país. Deixou serviços mais ou menos funcionais, instituições frágeis e insustentáveis, ainda fortemente dependentes dos expatriados. Por essa mesma razão, nasceu a UNMISET para nos assistir no trabalho ciclópico de desenvolver as nossas capacidades institucionais. V. Ex.cias, nossos parceiros de desenvolvimento, continuaram connosco nesta viagem empolgante de edificação do Estado. Com a vossa assistência e a nossa determinação fomos vencendo muitos dos obstáculos.

Mas os desafios da especificidade dos temas aumentam a medida que os obstáculos das generalidades vão sendo ultrapassados.

Como exemplos, herdámos da UNTAET algumas das empresas, tais como a Electricidade de Timor-Leste, ou EDTL, os sectores dos transportes, comunicações e obras públicas, administrações distritais e subdistritais, bem como os sistemas que nos foram transferidos, como o da justiça, insustentáveis. Tivemos de gerir em boa medida sozinhos uma nação com sérios desafios físicos, económicos, sociais, políticos e de segurança. Enfrentamos o maior desafio de gerir um Estado Democrático e de Direito com um quadro Constitucional claro mas sem um quadro legal estruturante definido. A UNMISET e outros parceiros de desenvolvimento ajudaram-nos no nosso percurso. Em última instância, tivemos de fazer as escolhas complicadas, tomar as decisões difíceis, resistir a influências descontextualizadas, executar os programas. E fizemo-lo sempre assente no respeito estrito da Constituição da República e dos princípios universais recebidos em tempo recorde na nossa ordem jurídica, guiados pelos objectivos mais sagrados de servir o nosso povo e de defender a nossa soberania no contexto da globalização. Os conselhos foram vários, as assessorias multiplicaram-se. Timor-Leste é um caso de sucesso para a Comunidade Internacional. É um reconhecimento que traz consigo um peso enorme, uma responsabilidade incomensurável para os nossos ombros. Temos que continuar a corresponder a esta expectativa internacional se queremos continuar a merecer o vosso apoio. Temos que continuar a corresponder às expectativas de V. Ex.cias e assim continuar a merecer a vossa confiança. Mas temos a outra expectativa - a do nosso povo. Aqueles homens, mulheres, velhos, velhas e crianças que continuam a viver em condições extremamente difíceis de pobreza. Não nos pedem muito senão maior acesso à educação, à saúde, à água e saneamento, quiçá também à energia eléctrica. Pedem-nos mercado para os seus produtos, o que significa melhores estradas e pontes, meios de transporte mais acessíveis, melhores preços para os seus produtos. Subsistem com muitas dificuldades. Querem mercado mas não podem entender a retórica neo-liberal da economia de mercado e da necessidade de competir no sistema. Competir para eles é a seu dia a dia de sobrevivência, resistindo contra a má nutrição, a malária, o tuberculose, as avitaminoses de todo o tipo, ignorando o que será o dia seguinte. Só sabem que nada têm, são pobres, muito pobres. Mas assimilam as nossas mensagens e rapidamente já apreenderam que o Plano de Desenvolvimento Nacional elege dois objectivos: i. Crescimento económico e, ii. Redução (erradicação) da pobreza. Tudo isso para dizer que estamos entre estas duas grandes expectativas - o do mundo rico que nos assiste e que nos quer meninos diligentes e obedientes e o nosso povo vivendo a extrema pobreza a espera dos resultados da governação, dos benefícios da Independência.

Avançámos muito desde a reunião de Maio de 2002, tendo lidado com desafios e registado progressos. Foram edificadas muitas instituições de administração pública, mas o custo da vida é o dos mais elevados. Os quatro órgãos de soberania de estado e outras instituições estão a funcionar, embora com capacidades variáveis e em diferentes níveis. É necessário fortalecer o Parlamento, o Gabinete do Presidente e os Tribunais. Foram adoptadas várias leis e regulamentos, enquanto que outros estão a ser formulados. Estão em curso esforços para estabelecer e operacionalizar algumas outras instituições de supervisão, como sejam o Gabinete do Provedor, bem como para melhorar o desempenho de alguns serviços existentes, tais como o Gabinete do Inspector Geral, a Assessoria para os Direitos Humanos e a Assessoria para a Promoção de Igualdade, todos do Gabinete do Primeiro Ministro. Isto irá estabelecer os quadros legais e regulamentares e os mecanismos de verificação necessários para a promoção de uma economia aberta e sustentável onde, o direito do povo e dos cidadãos e cidadãs é respeitado e o crescimento económico não seja um objectivo em si mesmo mas sim um meio para a redução (erradicação) da pobreza. Assim teremos um sistema de integridade, uma democracia participativa, abrangente e de justiça social.

Recentes Desenvolvimentos na Área da Governação

Após contactos preliminares com o Banco Mundial, acordou-se que o mesmo preparasse um esboço sobre questões de governação no país para ser submetido ao Governo para sua apreciação e comentários e posterior utilização das conclusões como base de discussão do PAT. Mas este esboço foi apresentado pelo Banco Mundial no PAT III e só aí pôde merecer comentários do Governo. Com o documento o Banco Mundial pretendeu contribuir para ajudar o governo e os parceiros de desenvolvimento a apurarem quanto progresso havia sido feito na área da governação num tão curto espaço de tempo, bem como o que falta ainda por fazer. Registaram-se progressos, de facto, notáveis! Mas também foram identificadas fraquezas e insuficiências no sistema. Diríamos que a constatação factual, não só não é nova como é deveras evidente. O mais importante é identificar a base das fraquezas e insuficiências e os recursos e os meios, bem como os métodos e as formas de as ultrapassar.

Estabelecer os quadros legais e regulamentares é apenas o início. Os sistemas constroem-se e funcionam com políticas, quadros legais e regulamentares, condições físicas, materiais e logísticas, recursos financeiros, planos e programas, e adequados recursos humanos.

Estamos particularmente preocupados com a baixa prestação de serviços e com o estado pré-institucional de muitas das instituições do sector da justiça. Será necessário um apoio sustentado durante um período de tempo de cinco a dez anos, para institucionalizar a vida no sector, moralizar as profissões, credibilizar os serviços, e assim dignificar as suas instituições de modo a que a Justiça no sentido lato, não reduzida só aos Tribunais, possa com competência e credibilidade contribuir como garante do reforço do estado democrático e de direito. Mas para isso temos que saber acompanhar a dinâmica do seu crescimento. Não e nunca as piruetas no vazio, os voos ficcionados a pretender atingir de um só salto os pontos mais elevados.

Continuaremos com políticas e acções pragmáticas que se adeqúem à nossa democracia nascente, com o intuito de melhorar a boa governação. Buscamos a perfeição e a excelência mas inseridos no mundo real que é o nosso. Desenvolvemos as nossas capacidades paulatinamente, reforçando os mecanismos de transição, para garantir um crescimento saudável. Entendemos que, se é possível e também inevitável, que o crescimento da Administração Pública se faça, em dois sentidos, concorrentemente - topo-base e base-topo - a Justiça só poderá afirmar-se institucionalmente, crescendo de base ao topo. Reforçar a primeira Instância como base para construir todo o sistema é a opção única defensável. Agradecemos pois a continuação do vosso apoio construtivo nesta área vital do nosso sistema. Mas pedimos para que apoio seja adaptado às nossas circunstâncias e ao estágio de desenvolvimento do sector.

Embora tenhamos registado progressos consideráveis na área da governação, não podemos repousar à sombra dos louros, já que o nosso povo continua a sofrer por causa da pobreza e das privações. Em conjunto, precisamos de continuar os nossos esforços no sentido de melhorar o bem estar do nosso povo, que já sofreu tanto e que tanto sacrificou para poder ser independente.

Tal como foi indicado em Junho passado, o meu Governo está a avançar com os preparativos para a condução de eleições para Conselhos e Chefes de Suco, com início no segundo trimestre do AF de 2004-05. Isto irá legitimar as estruturas a nível dos Sucos e aumentar a democracia nas bases. Foi estabelecida uma Comissão Eleitoral Independente, com membros representando diferentes grupos intervenientes, com o objectivo de garantir que as eleições são livres e justas. Tencionamos continuar a examinar as opções de descentralização que melhor se adeqúem às nossas condições, partindo das experiências em outros países em vias de desenvolvimento. Isto irá permitir que construamos consensos em torno de um processo de descentralização. Antes de uma descentralização administrativa global, que levará o seu tempo a verificar-se, entendemos poder e dever embarcar já em ensaios de desconcentração e descentralização de alguns serviços nos sectores mais desenvolvidos da nossa administração. Mas, mesmo aqui, algumas precauções continuam a ser necessárias no tocante ao desenvolvimento do sistema de gestão dos recursos disponíveis de modo a prevenir o uso inapropriado dos mesmos o risco das apropriações privadas do bem público.

Poderão estar lembrados da Conferência Internacional sobre Transparência e Responsabilização, em Novembro último, onde peritos de vários países e organizações internacionais fizeram apresentações, bem como o nosso Inspector Geral e vários dos nossos Ministros. Em seguimento da Conferência teve lugar há duas semanas uma sessão de trabalho nacional sobre Transparência e Responsabilidade. Alguns Ministros apresentaram as actividades concretas que estão a ser implementadas pelos seus Ministérios por forma a promover a transparência e a responsabilização no serviço público. A sessão de trabalho foi extremamente útil para ajudar a operacionalizar os conceitos e as abordagens discutidos aquando da Conferência de Novembro. Foi-nos dito por alguns peritos que trabalham com mais de sete dezenas de países pelo mundo fora que Timor-Leste, em dois anos, avançou tanto ou mais do que muitos países, com mais recursos, em sete a dez anos.

Segurança

A situação da segurança no país permaneceu em grande medida estável durante os últimos cinco meses. Registaram-se algumas manifestações pacíficas durante este período, relativamente a preocupações tanto internas como externas. Este é um bom sinal no que toca à saúde da nossa democracia nascente.

A transferência das funções de policiamento da Polícia das Nações Unidas para a PNTL foi concluída em grande parte. A PNTL continua a fazer progressos em termos do seu próprio fortalecimento e de melhorar a prestação de serviços em ligação com outras instituições. O apoio modesto proposto pelas Nações Unidas para a PNTL durante os próximos 12 meses terá de ser completado através da assistência continuada por parte dos nossos parceiros de desenvolvimento. Os planos estão numa fase avançada relativamente a programas de apoio bilateral consideravelmente alargados. É vital que se continue a coordenar de perto as várias contribuições de modo a melhorar as sinergias e a conseguir o máximo impacto possível. Pedimos a cooperação neste campo por parte dos nossos parceiros envolvidos, incluindo as Nações Unidas.

Relações com os Vizinhos

As comunicações abertas com a Indonésia continuaram durante o período, com o compromisso ao mais alto nível político de ambos os lados de manter e desenvolver boas relações entre os nossos dois países. Contudo, os progressos têm sido lentos no que se refere à resolução de algumas questões bilaterais. Já passámos em muito a data marcada de 30 de Novembro de 2003 para que os dois governos concluíssem uma linha provisória de demarcação de fronteira. Esperamos que este processo possa ser concluído antes de 31 de Dezembro de 2004.

A primeira ronda de negociações com a Austrália em relação à fronteira marítima foi concluída em 22 de Abril de 2004, com poucos progressos a registar. As conversações deverão recomeçar em Setembro de 2004. Uma delineação correcta e uma distribuição justa dos recursos minerais do Mar de Timor irão fortalecer as nossas relações com a Austrália e contribuir para o desenvolvimento desta sub-região.

UNMISET

Tal como o Embaixador Sharma mencionou esta manhã, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a continuação da UNMISET por um período de mais 12 meses, até Maio de 2005, a um nível substancialmente reduzido. Estamos gratos ao Representante Especial do Secretário Geral, ao Secretário Geral, ao Conselho de Segurança e aos países membros das Nações Unidas pelo seu apoio continuado a Timor-Leste.

Capacitação

Foram levadas a cabo algumas actividades significativas no seguimento da discussão sobre capacitação aquando da reunião com os parceiros de desenvolvimento em Dezembro de 2003. Em preparação para o pedido à ONU de assistência continuada por mais 12 meses, o Governo organizou em conjunto com a UNMISET e com o PNUD uma sessão de trabalho sobre Capacitação Institucional, em meados de Fevereiro. Ministros do Governo e chefes de Agências importantes apresentaram os seus planos de acção preliminares em termos de capacitação institucional, com o principal objectivo de elaborar estratégias para a saída dos assessores internacionais. Foram tratados tópicos tais como a transferência de qualificações técnicas e de gestão, mas também relativamente à cultura e burocracia institucionais, passando pela ética de trabalho e pela integridade, por forma a conseguir uma prestação eficiente dos serviços públicos. A sessão de trabalho foi um bom princípio rumo à formulação de uma estratégia de capacitação a médio prazo. Nos próximos meses deverão ser levadas a cabo mais acções.

Permitam-me agora falar do Programa de Apoio à Transição, ou PAT.

Tal como foi indicado na reunião com os parceiros de desenvolvimento em Junho de 2003, estamos determinados em levar a cabo acções nas três áreas amplas da boa governação, prestação de serviços para a redução da pobreza e criação de empregos, por forma a atender às necessidades imediatas do nosso povo. Este foi o objectivo do Programa de Estabilidade formulado no primeiro trimestre do ano civil de 2003. Estamos muito gratos por verificar que vós, os nossos parceiros de desenvolvimento, haveis concordado com esta abordagem e aceite estes temas na Matriz de Acção segundo o PAT II e o PAT III.

Com início no AF de 2003-04, ano este que é o segundo ano do PAT, as acções governamentais acordadas segundo o PAT II passam a ser tiradas dos Planos de Acção Anuais, ou PAAs, dos Ministérios e Agências. Estas formam um subconjunto pequeno mas importante das actividades dos PAAs. Os progressos relativamente às acções do PAT são monitorizados e relatados como parte dos relatórios trimestrais sobre a implementação de todas as actividades nos PAAs. As acções sob o PAT I e o PAT II têm sido deveras ambíguas, em face do estado ainda precário das instituições do Governo e das capacidades limitadas da função pública. Todavia, os progressos na implementação das acções do PAT têm vindo a melhorar ao longo do tempo.

As conquistas notáveis sob o PAT II até aqui incluem as seguintes:

Sob a primeira área de incidência, a boa governação, o Parlamento aprovou as Leis Orgânicas para o Gabinete do Presidente e para o Provedor dos Direitos Humanos, bem como o Estatuto da Função Pública, a Lei sobre Eleições nos Sucos e a Lei sobre Partidos Políticos; enquanto que o Conselho de Ministros aprovou os decretos lei sobre Identificação Civil e Notarial, Orgânica das F-FDTL, do PNTL, de vários Ministérios, entre outros.

Na gestão das despesas públicas foram feitos progressos consideráveis no controlo das despesas e no disciplinar do processo de formulação orçamental, bem como alguns progressos no fortalecimento do sistema de aprovisionamento e lançadas as bases para monitorar e dinamizar a execução visando a melhor prestação de serviços à partir do próximo ano fiscal. No sector da energia, o contrato de gestão foi assinado em Novembro de 2003, tendo a equipa de gestão assumido o controlo dos activos e da gestão da empresa de Electricidade em finais de Março de 2004. Apesar da instalação de 10,000 contadores pré-pagos se ter deparado de início com resistência considerável, o ritmo de instalação acelerou nos últimos meses, tendo mais de 7,000 contadores sido instalados até finais de Abril de 2004. Estas medidas, juntamente com outras que visam reduzir os custos em relação a perdas de corrente, deverão contribuir para uma melhoria significativa da posição financeira do sector antes do final do AF de 2003-04. No entanto temos que registar a fraqueza deste sector que, para além de ainda necessitar de subsídio para a manutenção dos serviços, tem-se deparado com problemas graves a nível de alguns Distritos deixados já há meses sem energia. Com apoio do Banco Mundial, do Banco Asiático de Desenvolvimento, da Noruega e de outras iniciativas, estamos a identificar fontes alternativas de energia de modo a podermos prestar melhores serviços aos consumidores.

Na segunda área de incidência, a prestação de serviços para a redução da pobreza, o Ministério da Saúde registou bons progressos no desenvolvimento de micro-políticas e no atingir de alvos de desempenho trimestrais relativamente à prestação de serviços. As despesas hospitalares estão amplamente em linha com o limite do PAT de 40 porcento de gastos recorrentes. Foi aprovado o quadro legislador para o Sistema Autónomo de Fornecimento Médico.

Como complemento das iniciativas do Governo, realizou-se o Congresso Nacional da Educação em Novembro de 2003. No seguimento do mesmo, o Ministério da Educação, Cultura, Juventude e Desporto concluiu um quadro de política para o sector da educação, estando também a preparação do quadro legal para o sector. De igual modo, registaram-se alguns progressos no desenvolvimento de um modelo para a gestão financeira descentralizada por parte das escolas e dos comités escolares ou associações de professores e pais, devendo o programa piloto ser lançado por altura do final do presente ano fiscal. No âmbito dos esforços visando maior disciplina na função pública e melhor prestação de serviços, visitei várias escolas secundárias e pré-secundárias de Díli. Verifiquei o estado degradante de algumas delas no que toca aos serviços de água e saneamento, a má gestão, a falta de condições didácticas e de equipamento dos mais elementares. Um esforço extraordinário deverá ser desenvolvido para o mais rapidamente possível melhorar estas condições. Mais esforços deverão ser desenvolvidos a favor de uma mais efectiva prestação de serviços ao povo em todos os sectores da Administração de modo a se responder com maior urgência a algumas das suas expectativas. Para tal, importa concluir os documentos dos Programas de Investimento Sectorial (SIP) que servirá de documento orientador e instrumento de mobilização e coordenação de apoios e assistência técnica e financeira para os programas de implementação do Plano de Desenvolvimento Nacional. Um mecanismo de coordenação deverá ser criado que poderá ter como base uns planos anuais de acção reflectidos num documento de gestão que poderá assumir a forma ou fórmula de um Orçamento Suplementar.

O registo dos veteranos estava concluído em grande parte em finais de Março de 2004. Partindo de contribuições resultantes de debates públicos em cada distrito no mês de Fevereiro de 2004, as comissões estão de momento a finalizar a proposta de critérios para o reconhecimento de veteranos. As listas de ex-combatentes e veteranos estão a ser compiladas, devendo um relatório final ser preparado no próximo mês para submissão ao Presidente da República.

Na terceira área de incidência do PAT, a criação de empregos, os progressos na maior parte das acções de desenvolvimento do sector privado foram bons, nomeadamente no que se refere à preparação de legislação habilitante, como sejam Lei das Sociedades Comerciais, de Investimentos, da Falência, de Seguros e de pagamentos bancários. Falando em Bancos, este é o sector que tem experimentado um desenvolvimento, gradual mas sólido. A crise asiática trouxe-nos várias lições mas, a mais importante delas, sem dúvida, a grande importância que as instituições bancárias têm no processo de desenvolvimento da economia. Mas, relacionada com esta, também outra lição nos foi ensinada, ou seja, a necessidade dos poderes públicos (mesmo nos regimes mais liberais) assegurarem uma adequada supervisão dos sectores bancários, para evitar novas implosões em cascata destas mesmas instituições. Portanto, para o bom funcionamento da economia precisamos dos Bancos mas igualmente precisar de capacitar os poderes públicos para a supervisão dos mesmos. Precisamos pois de reforçar a Autoridade Bancária e de Pagamentos, pensar na sua transformação em Banco Central para melhor poder exercer as suas competências de supervisão. Particularmente agora em que o Sector bancário em Timor-Leste experimenta um franco crescimento. O seus activos totais cresceram de 78.5 milhões de dólares para 97 milhões, entre agosto de 2003 e março do corrente ano. Mais importante ainda tem sido no crédito que aumentou no mesmo período 262% , i e, de 11.9 milhões de dólares para 43.1 milhões.

Senhoras e Senhores.
Excelências

A execução do programa de manutenção de estradas com base nas comunidades melhorou, tendo as acções de preparação para envio de mão de obra para o estrangeiro registado igualmente progressos. Aqui, o objectivo não se reduz a promoção da emigração da mão-de-obra timorense mas, acima de tudo, a sua qualificação profissional e a assimilação de novas posturas face ao trabalho.

Face à enorme incidência de chuvas nos últimos tempos que provocaram estragos incalculáveis, esforços extremos foram e continuam a ser exigidos do Governo no sentido da reparação e manutenção de estradas e pontes. Exercícios foram e deverão continuar a ser feitos para, com os parcos recursos orçamentais existentes, dar as primeiras respostas a estas novas exigências impostas pela natureza. Contudo, sabendo que à partir de 20 de maio deixaremos de ter o concurso dos trabalhos da engenharia militar da UNMISET, julgo ser oportuno tornar aqui claro que o sector das vias de comunicação e dos transportes deverão passar a merecer maior atenção de todos nós. Sem estradas e pontes, transportes e comunicações, a assimetria entre o mundo urbano e o rural vai-se afirmando cada vez mais, e a redução (erradicação) da pobreza não acontecerá

O Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas (MAFP) efectuou bons progressos no desenvolvimento da sua política e estratégia sectorial. O decreto lei sobre as pescas foi aprovado pelo Conselho de Ministros, abrindo caminho para o licenciamento das pescas em alto mar.

No cômputo geral, registaram-se progressos consideráveis na implementação de acções sob o PAT II. Alguns dos detalhes sobre estes progressos serão tratados nas apresentações da Ministra do Plano e das Finanças esta tarde, sendo outros abordados pela Vice-Ministra amanhã de manhã.

As acções relacionadas com a gestão de recursos públicos incluem as seguintes:

Com base nas estimativas disponíveis no último trimestre do ano civil de 2003 tomámos algumas medidas drásticas com o intuito de reduzir as despesas. Estamos satisfeitos com os resultados positivos do controlo de despesas e de outras medidas disciplinares introduzidas e implementadas ao longo dos últimos oito meses. Quero destacar que o meu governo está empenhado em continuar a gestão prudente dos recursos públicos. Reconhecemos que a execução orçamental necessita de ser melhorada, em especial nalguns sectores fundamentais tais como a Educação. O Ministério do Plano e das Finanças começou a prestar assistência técnica a estas entidades, no sentido de melhorarem o seu desempenho fiscal. No mês passado estabeleci uma unidade no meu Gabinete com a finalidade de monitorizar a execução orçamental, recorrendo aos quadros responsáveis pela gestão financeira dos Ministérios operacionais. Tencionamos monitorizar e promover o gasto acelerado dos escassos recursos do FCTL em actividades produtivas prioritárias que garantam serviços de qualidade ao nosso povo. Procuraremos acompanhar de perto a execução do TFET de modo a ajudar a recuperar o atraso na implementação de alguns projectos financiados através do Fundo Fiduciário de Timor-Leste e preparar assim a definição de um novo mecanismo de gestão dos apoios bilaterais coordenado pelo Governo a suceder ao TFET.

As apresentações na Reunião com os Parceiros de Desenvolvimento em Dezembro último e a minha carta endereçada a vós em no princípio deste ano sobre a situação dos recursos do FCTL a curto e médio prazo tiveram por base as projecções relativas às receitas do Mar de Timor disponíveis no último trimestre do ano civil de 2003. Contudo, as recentes projecções de receitas do Mar de Timor mostram fluxos de receitas algo superiores nos próximos três anos, em comparação com aqueles apresentados em Dezembro último. Todos nós reconhecemos as grandes oscilações nas projecções de receitas do Mar de Timor nos últimos 12 a 15 meses, sendo que devemos esperar mudanças semelhantes no próximo ano. De igual modo, as projecções estão sujeitas a vários riscos consideráveis, incluindo factores técnicos e flutuações nos preços dos mercados mundiais do petróleo. Assim, todos nós precisamos de compreender as incertezas significativas associadas com as projecções de receitas a médio prazo do Mar de Timor. Será sensato que protejamos o orçamento e a economia destas flutuações.

Levando em conta as recentes projecções de receitas mais favoráveis juntamente com o transporte de saldos consideráveis do FCTL, e mesmo com margens de segurança adequadas, sentimos que podemos gerir a situação de receitas do FCTL no AF de 2004-05 com o apoio já planeado por parte dos nossos parceiros de desenvolvimento, sob o PAT III.

Olhando em frente, seria necessário mobilizar apoio orçamental continuado da parte dos nossos parceiros de desenvolvimento em níveis semelhantes aos actuais durante mais dois anos - isto é, nos Anos Fiscais de 2005-06 e de 2006-07. Este aspecto é particularmente importante, já que várias despesas recorrentes relativamente grandes até aqui financiadas directamente por parceiros de desenvolvimento, incluindo as Nações Unidas, teriam de outra forma de passar a ser financiadas directamente a partir do orçamento do FCTL, do AF de 2005-06 em diante. Exemplos disto incluem as reparações de estradas e pontes levados a cabo pela PKF e por projectos do FFTL, bem como a compra e fornecimento de fármacos e de equipamentos de saúde presentemente financiados pela União Europeia. Muitas destas despesas não foram reflectidas nas projecções orçamentais do FCTL até aqui.

Para lá do AF de 2006-07, tencionamos depender das receitas domésticas e das receitas do Mar de Timor para dar resposta às necessidades em termos de recursos do FCTL.

Sabemos que os nossos parceiros de desenvolvimento ficaram impressionados com a nossa capacidade demonstrada de reduzir o défice orçamental. Mas isto foi algo de extraordinário porque, usando mecanismos de controle integrado, conseguimos, a nível doméstico, aumentar a nossa capacidade de cobrança, reduzindo o espaço de evasão fiscal, surpreendendo os maus contribuintes, cobrando com mais eficácia, incluindo muitas contribuições em atraso. Por isso, não obstante a eficácia, resta pouco a cobrar no que relaciona a impostos em atraso, o que de imediato se pode concluir a favor da normalização das receitas de hoje em diante.

Planeamos estabelecer o Fundo Petrolífero durante o curso do AF de 2004-05. O objectivo é garantir a gestão prudente, transparente e com base em regras, das receitas do Mar de Timor. Deveremos tirar o máximo retorno possível das poupanças, de forma consistente com uma gestão cuidadosa dos riscos. Devemos utilizar os recursos numa base sustentável para beneficiar não só as gerações presentes como também as gerações futuras do povo de Timor-Leste. Faremos uma consulta ampla durante o processo de estabelecimento deste Fundo. Como tem sido nossa prática, a consulta ampla e o estudo de viabilidade precedem as nossas decisões sobre questões fundamentais da nação. As nossas opções institucionais em matéria de gestão destes recursos já se reflectem hoje na forma transparente como gerimos as poucas receitas recebidas do Mar de Timor. Ficamos satisfeitos por elas serem consentâneas com a iniciativa Blair. Conhecendo contudo os méritos e os benefícios da subscrição formal da Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas promovida pelo Primeiro Ministro Blair, uma eventual adesão nossa a mesma deverá ser precedida de um estudo profundo sobre os custos e os benefícios. Nada faremos que nos venha a onerar mais do que beneficiar. E isto só poderá acontecer após o estabelecimento do Fundo.

No que ao estabelecimento do Fundo, registamos com certo agrado as sugestões do FMI que nos alertam para a necessidade de o tornar mais flexível.

Permitam-me agora que fale do desempenho da nossa economia e da situação do nosso povo.

Aquando da reunião de Díli em Maio de 2002 lançámos o nosso primeiro Plano de Desenvolvimento Nacional, o qual destacava a visão do nosso povo para si próprio e para os seus filhos. A redução da pobreza e o crescimento económico são as pedras basilares do Plano. O Plano projectou o crescimento económico acelerado - com um declive no primeiro ano e uma rápida recuperação de seguida. Visualizou um declínio na pobreza, nas suas várias dimensões. Infelizmente as projecções do Plano revelaram-se optimistas! Embora não nos índices projectados inicialmente, a economia continuou a retrair-se durante os dois últimos anos, e é esperado que tal aconteça igualmente no próximo. As reduções cada vez maiores na presença externa, incluindo da ONU e de outros programas bilaterais e multilaterais, vieram contribuir para o declínio da economia. Tem sido evidente algum dinamismo em novas empresas timorenses, nomeadamente no comércio a retalho e na construção privada. Mas os seus esforços não chegam para compensar o impacto das ditas reduções na presença externa. Nos próximos três anos esperamos poder melhorar o comportamento da economia. Com um sector bancário mais dinâmico, um sistema de garantias patrimoniais mais claramente definido, e, talvez, com o início de um sistema de seguros credível e um sistema de pagamentos bancários consentâneo com os padrões internacionais a juntar-se ao quadro regulador do investimento privado, esperamos poder atrair vontades e capacidades empreendedoras nacionais e estrangeiras de modo a imprimir uma nova dinâmica no desenvolvimento da nossa economia. Mas este é o sector onde não haverá e não esperamos milagres.

O sector agrícola sofreu com o atraso na chegada das chuvas no último ano, o que obrigou o Governo a recorrer a ajuda alimentar para minorar os efeitos da fome nos difíceis de Novembro a Fevereiro. O panorama da produção agrícola este ano é positivo, fruto de chuvas mais favoráveis. Aumentar a produção é uma coisa, mas fazer com que ela chegue aos mercados nos centros urbanos a um preço razoável é outra completamente diferente.

Tal como nos anos anteriores, as fortes chuvas desde Dezembro danificaram as nossas estradas e pontes, impedindo o acesso a várias áreas do país. Desde 2000 que os batalhões de engenharia da Força de Manutenção da Paz das Nações Unidas, ou PKF, e os adjudicatários financiados e supervisionados por projectos do FCTL têm vindo a levar a cabo grande parte dos trabalhos periódicos de manutenção e de reabilitação. Durante o presente ano, a presença da PKF foi reduzida, sendo que grande parte dos elementos que ficaram irá partir nos próximos dias. De igual modo as operações de manutenção de estradas foram sendo cada vez menos e as condições das estradas foram-se deteriorando, em consequência da redução dos projectos do FFTL e das apertadas afectações orçamentais do FCTL neste ano fiscal. Estes aspectos estão a afectar de forma adversa o acesso aos mercados, o emprego fora da agricultura nas áreas rurais e o desenvolvimento rural em geral.

Até aqui, o grosso da assistência internacional tem estado centrado em Díli e noutros centros urbanos, sendo que só uma fracção dessa assistência chega às bases. Os fluxos de recursos para as áreas rurais diminuíram consideravelmente durante o AF de 2003-04, com o fim ou redução de muitos programas bilaterais e multilaterais, incluindo os subordinados ao FFTL. O impacto destes desenvolvimentos foi adverso na economia rural e nas pessoas do campo. O Governo está a explorar opções incluindo o teste de um Fundo de Desenvolvimento Comunitário ou Local com assistência do PNUD, por forma a canalizar verbas em bloco para entidades locais. Contudo, esta será uma iniciativa muito pequena para lidar com uma questão de dimensão assaz considerável. Será necessário dirigir recursos mais substanciais para as áreas rurais nos próximos anos. Esperamos de vós todo o apoio neste campo.

É esperado que a recuperação da economia nos últimos dois anos do período do Plano, isto é, nos AFs de 2005-06 e de 2006-07, seja modesta. O efeito líquido é que a economia ficará em grande parte estagnada durante os cinco anos do período do Plano. Ao mesmo tempo, a nossa população tem vindo a crescer cerca de 3% por ano, o que perfaz cerca de 16% durante o período do Plano. A estagnação virtual da economia e o crescimento da população resultarão num aumento na incidência da pobreza e no número de pobres. Esta é uma preocupação séria para todos nós.

O emprego no sector formal diminuiu devido ao declínio na despesa pública, tanto através do FCTL como fora do FCTL no orçamento de fontes combinadas. Ao mesmo tempo, cerca de 15,000 entram no mercado de trabalho a cada ano, o que vem aumentar o número de desempregados. Nem o sector público nem o sector privado formal estão a criar empregos em número suficiente para absorver a força de trabalho que cresce a cada dia. Cerca de 800 timorenses estão a deixar o país a cada ano em busca de melhor sorte noutras paragens. Estamos a explorar formas de enviar mão de obra para países vizinhos, como sejam a Malásia e a Coreia do Sul.

Com o intuito de rejuvenescer a economia e de alargar as oportunidades de emprego, temos vindo a trabalhar em Programas de Investimento Sectorial, ou PIS, a médio prazo, com assistência técnica da parte de vários parceiros de desenvolvimento. De momento estão a ser preparados cerca de 14 PIS. Os nossos funcionários fizeram uma apresentação a representantes dos parceiros de desenvolvimento residentes em Díli sobre algumas das propostas de PIS em Março, seguida de uma reunião sobre o estado actual na primeira semana de Maio. A apresentação que a Vice-Ministra fará amanhã dará mais detalhes sobre os PIS. Devo salientar que o exercício dos PIS é um esforço conjunto do Governo e dos nossos parceiros de desenvolvimento com a finalidade de rejuvenescer a nossa economia, criar oportunidades de emprego e reduzir a pobreza.

Quero aqui reiterar que o teste supremo para a boa governação é a capacidade de dar resposta às necessidades do nosso povo. Estas necessidades incluem a prestação de bons serviços de ensino, a prestação de serviços de saúde de qualidade, o abastecimento de água potável e o saneamento seguro, a redução da carga sobre as mulheres e crianças, a construção e manutenção de estradas de acesso e o fornecimento de electricidade. Acima de tudo, passa por criar as condições que permitam às pessoas trabalhar com afinco e saírem da pobreza. Estamos em crer que estes são os objectivos essenciais da boa governação em Timor-Leste de presente. Agradeço a continuação da vossa parceria nesta jornada para dar resposta aos desafios e conseguir progressos que nos permitam ajudar o nosso povo.

Relatório dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Antes de darmos esta reunião por encerrada, permitam-me que vos lembre que a redução da pobreza e o crescimento económico são os objectivos centrais do nosso Plano de Desenvolvimento Nacional. A redução da pobreza nas suas várias dimensões é igualmente o tema principal dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, ou ODM. Preparámos o primeiro Relatório dos ODM para o país, em conjunto com o Corpo Técnico da ONU em Timor-Leste liderado pelo Sr. Hasegawa, o Coordenador Residente da ONU. O Relatório avalia a situação de Timor-Leste em relação aos ODM e estabelece alvos e indicadores nacionais pro-rata preliminares. Está-se a continuar a trabalhar no sentido de adaptar os alvos dos ODM à situação do país, bem como de explorar as políticas e estratégias e recursos necessários para atingir os alvos nacionais, tudo isto em conjunto com a preparação do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2004 para Timor-Leste.

O Relatório dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio foi enviado às Nações Unidas na semana passada. Temos muito prazer em difundir o primeiro Relatório dos ODM neste Fórum.

Tenho dito,

Muito Obrigado.

 

 

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